
É impressionante como quando não temos expectativa alguma para que algo aconteça, as melhores coisas nos acontecem.
Fugir da realidade por alguns dias abre os horizontes. Entrar em contato com a natureza, e estar em um lugar com cabeça e coração, emoção e razão e conseguir absorver tudo de bom que um refúgio pode nos dar.
Ter a capacidade de me enxergar de fora da minha própria vida e conseguir perceber as coisas que vivo de um outro ângulo.
Passar a cogitar novas possibilidades, conseguir viver num sentido mais amplo, aceitar o novo, o que a vida ainda não trouxe, mas pode trazer.
Se abrir, aceitar viver no vazio, no hoje, no não saber o próximo passo, o próximo capítulo deste livro que é a vida. E aí é que tudo pode acontecer, quando a gente se permite viver no vazio de possibilidades, se abre para o viver o que a vida nos apresenta, se abre para colher frutos inesperados, para sensações e sentimentos inesperados.
Assim, a ansiedade diminui, a alegria de viver ressurge das cinzas, o sorriso aparece no rosto sem esforço e os pensamentos mudam de direção e vão para lugares diferentes e surpreendentes.
Hoje li na Galileu a seguinte frase: "Vivemos em um mundo de acúmulo de informações e falta de significados". A vida é caótica, o destino nos atropela, se a gente não vive a vida passa por cima de nós. Fazia tempo que não estava num lugar com vontade de estar exatamente ali. Agora o que me é dito na terapia começa a fazer sentido. As nossas mudanças mais grandiosas e significativas vêm depois que se sente a dor no sentido mais profundo. É assim que me sinto, pegando impulso para subir na parábola dessa dor e as mudanças vão se mostrando neste caminho.
Mudanças que eu quero pra mim? Sim, hoje consigo responder que são mudanças que serão boas para mim, para minha vida e para minhas relações.
Conseguir dosar a razão e a emoção. Utilizar de uma quando é preciso, para as artes, para se permitir ser sensível àquilo que necessita e a razão para dosar as ações, as ansiedades, os pensamentos, para agir na hora certa, para respeitar o outro e entender que as pessoas são diferentes e que isso é bom. A razão me faz entender hoje que temos que aceitar aquilo que a outra pessoa pode nos dar, sem exigir que seja diferente, que seja da forma como nós faríamos. Cada um é o que é, grande pretensão a nossa de querer que o outro seja como nós somos.
Hoje também e sinto feliz em perceber que as relações efetivamente mudam. Por muitos anos achei que isso não era possível, e hoje sou a prova viva de que o contrário é totalmente verdadeiro.
Nunca me imaginei introspectiva, sentada aqui escrevendo um texto como esse, sem estar com a cabeça no amanhã.
Hoje faço a escolha de viver no hoje, de viver aceitando o que pode vir e ficar feliz pelo que pode vir, sem medo do novo!
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